segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Mistérios em Marte


fotos da superfície de Marte revelaram for­mas que os astrônomos, ao vê-las pela primeira vez, apelidaram de "Ci­dade Inca". Localizadas na região sul do planeta, elas mostram uma série de muralhas em degraus feitas de segmentos quadrados ou retan­gulares. John McCauley, um geólogo da NASA, comentou que essas formações, chamadas de "cadeiras de morros" eram "contínuas, não mostrando brechas e erguem-se entre as planícies adjacentes como as muralhas de ruínas da Antigüidade”. Essa imensa muralha ou série de blocos conectados tem uma impres­sionante semelhança com as estruturas colossais e igualmente enigmá­ticas encontradas em alguns pontos da Terra, como as camadas de gi­gantescos blocos de pedra que formam a base da vasta plataforma dos templos de Bralbek, no Líbano, ou as muralhas em zigueza­gue mais grosseiras, mas igualmente impressionantes, de Sacsahuamán, perto de Cuzco, no Peru. Em The Stairway to Heaven e The Lost Realms, atribuí essas estruturas aos Anunnaki/Nefilim. As forma­ções avistadas em Marte talvez possam ser explicadas como resultado de fenômenos naturais e o tamanho dos blocos, variando entre 4 e 6 quilômetros de comprimento, poderiam indicar mais a mão da nature­za do que de pessoas. Mas, por outro lado, já que não existe certeza de sua origem natural, é possível que sejam restos de estruturas artifi­ciais - no caso dos "gigantes" das lendas do Oriente Médio terem tam­bém visitado Marte...
A afirmação de que existiam "canais" em Marte parecia superada quando, depois de décadas em que seus descobridores foram ridicula­rizados, os cientistas concluíram que as formações observadas por Schia­parelli e Lowell eram de fato leitos de rios secos. No entanto, existem outras formações na superfície marciana que desafiam uma explicação tão simplista. Entre elas estão "faixas" brancas que correm em linha reta por centenas de quilômetros - às vezes paralelas, em outras cortando-se em ângulos retos - com "trilhas" que se alargam e estrei­tam. Como seria de se esperar, os cien­tistas da NASA atribuíram sua origem a tempestades de areia. É possí­vel que seja essa a explicação, mas a regularidade e especialmente o cru­zamento das linhas podem ser uma indicação de origem artificial. Se quisermos encontrar uma formação semelhante na Terra, basta olhar­mos para as linhas na planície de Nazca, no sul do Peru, con­sideradas pelas lendas como obra dos "deuses".
No Oriente Médio e nos Andes existe uma variedade de pirâmides - as imensas pirâmides de Gizé, as de degraus ou zigurates da Meso­potâmia e das primitivas civilizações da América. Como mostram as fotos das sondas Mariner e Viking, há pirâmides ou formações pareci­das com pirâmides em Marte.
As formações que parecem ser pirâmides de três lados localizadas no platô Elysum, na região denominada Trivium Charontis, foram notadas pela primeira vez em imagens enviadas pela Mari­ner 9, quadro 4205-78, de 8 de fevereiro de 1972, e quadro 4296-23, de seis meses depois. O que despertou a atenção dos cientistas foram dois pares de "estruturas tetraédricas" - para usar a cautelosa termi­nologia empregada -, dos quais um par era formado por duas enor­mes pirâmides e o outro de pirâmides menores. Elas parecem arranja­das num padrão romboidal. Novamente o tamanho das "pirâmides" - as maiores têm cerca de 3 quilômetros de lado e 800 metros de altura - sugere que pode se tratar de formações causadas por fenô­menos naturais. Um estudo publicado em Icarus (vol. 22, 1974), escri­to por Victor Ablordeppy e Mark Gipson, ofereceu quatro teorias para explicar a origem dessas formações. David Chandler (Life on Mars) e o astrônomo Francis Graham (em Frontiers of Science, novembro e de­zembro de 1980), entre outros, mostraram as falhas nessas teorias. O fato das fotos das pirâmides terem sido tiradas com um intervalo de seis meses, com diferentes ângulos de insolação, e continuarem mantendo a forma tetraédrica convence muitos estudiosos de que se trata de es­truturas artificiais, mesmo que não tenhamos explicações plausíveis para seu tamanho. "Dado à presente falta de qualquer explicação facilmen­te aceitável ", escreveu Chandler, "não há razão para se excluir de consideração a conclusão mais óbvia de todas: é possível que elas tenham sido construídas por seres inteligentes." E Francis Graham, depois de afirmar que ”a conjectura de que elas são construções de uma antiga raça de marcianos deve ter seu lugar entre as teorias sobre sua origem", acrescentou que futuros exploradores poderão descobrir nessas estru­turas entradas soterradas, Câmaras interiores ou inscrições que foram capazes de resistir “talvez a milhares de milênios de erosão pelo vento".
Outras pirâmides com um número variado de lados foram percebi­das por pesquisadores que estudaram as fotos marcianas. O interesse, ou controvérsia, tem se centrado, sobretudo numa área chamada Cydonia, porque um grupo do que poderiam ser estru­turas artificiais parece alinhado com aquilo que alguns chamam de "Es­finge Marciana", situada ao leste de uma dessas formações, como pode ser facilmente visto na foto panorâmica da NASA 035-A-72. O que se observa é uma rocha com traços de uma figura humana bem proporcionada, aparentemente um homem usando um tipo qual­quer de capacete, com a boca um pouco aberta e olhos volta­dos diretamente para um observador que estaria no firmamento de Mar­te. Tal como os outros "monumentos" este também tem proporções gigantescas. O "Rosto" mede quase 1,6 quilômetro de altura total e calcula-se que ele se eleva a quase 800 metros acima do platô mais pró­ximo, como pode ser avaliado pela sombra que projeta.
Embora se conte que o cientista da NASA que primeiro examinou as fotos recebidas do orbiter da Viking 1, em 25 de julho de 1976, "qua­se caiu da cadeira" ao ver esse quadro, ao que se seguiram as adequa­das exclamações do tipo "Santo Deus!" e outras de cunho similar, o fato é que essa foto foi arquivada junto com milhares de outras envia­das pela sonda sem nenhuma anotação especial porque considerou-se a impressão de um rosto humano não mais do que um jogo de luz e sombra numa rocha erodida por forças naturais. Quando alguns jorna­listas que cobriam a chegada das imagens perguntaram se aquela for­mação era mesmo um rosto esculpido na rocha, o chefe da equipe de cientistas garantiu que uma foto posterior, recebida poucas horas de­pois da primeira, não mostrava essa figura. (Alguns anos depois a NASA reconheceu que essa declaração fora incorreta e enganosa porque a ver­dade era que a área ficara coberta pela escuridão da noite logo após o envio da primeira foto e que na realidade existiam outras imagens mos­trando claramente a "Esfinge".
Três anos depois, Vicent DiPietro, um engenheiro eletricista e espe­cialista em computadorização de imagens, que vira a foto do "Rosto" numa revista, encontrou-se cara a cara com ele enquanto consultava os arquivos do Centro Nacional de Dados da Ciência Espacial. A foto tirada pela Viking, com o número de catálogo 76-H-593/17384, tinha co­mo título apenas a palavra "Cabeça". Intrigado com a decisão de manter-­se arquivada num centro puramente científico uma imagem com esse título tão instigante - e justo do "Rosto", cuja existência fora veemen­temente negada -, DiPietro partiu, junto com Greg Molenaar, perito em computação da Lockheed, em busca da imagem original da NA­SA. Eles não encontraram apenas uma, mas duas delas, a outra sendo o quadro 070-A-13. Pesquisas subseqüentes revelaram a existência de mais fotos da área de Cydonia tiradas por diferentes câ­meras do orbiter da Viking, mostrando tanto o lado direito como o es­querdo das formações. (Atualmente sabe-se da existência de onze des­sas fotos). O "Rosto", bem como as formações piramidais e outras igual­mente intrigantes, podia ser visto em todas elas. Usando sofisticadas técnicas de computação, DiPietro e Molenaar obtiveram imagens am­pliadas e mais nítidas do "Rosto" que os convenceram de que ele não fora esculpido por intempéries.
Animados com esses resultados, os dois pesquisadores apresentaram seu trabalho na conferência Opção por Marte. Contudo, em vez da acla­mação que esperavam, eles viram suas afirmações serem recebidas com indiferença, sem dúvida porque os cientistas presentes ao evento não estavam dispostos a aceitar algo que iria contra todas suas crenças: o "Rosto" era obra de seres inteligentes, "marcianos" que numa época antiga tinham habitado o planeta. Publicando suas descobertas inde­pendentemente, DiPietro e Molenaar procuraram ao máximo se disso­ciarem das "loucas especulações" sobre a origem das formações, mas afirmaram no epílogo do livro que "as formações não parecem naturais e pedem maiores investigações". Os cientistas da NASA, contudo, re­jeitaram todas as sugestões de futuras missões a Marte incluírem uma visita ao "Rosto", o que é estranho, pois, na opinião deles, ele não pas­sa de uma rocha modelada pelas forças naturais de forma a dar a im­pressão de ter feições humanas.
A causa do "Rosto" de Marte foi abraçada por Richard C. Hoagland, autor científico e antigo consultor do Centro de Vôos Espaciais de Goodard. Ele organizou uma conferência sobre computação com o título: A Equipe Independente de Investigações sobre Marte, com o propósito de mostrar as fotos e levar todos os dados recolhidos sobre a questão ao conhecimento de um seleto grupo de peritos e cientistas. Entre eles estavam Brian O’Leary, um astronauta-cientista, e David Webb, mem­bro da Comissão Espacial da Presidência dos Estados Unidos. Em suas conclusões, eles não somente concordaram com o ponto de vista de que o "Rosto" e as "pirâmides" eram estruturas artificiais, como também sugeriram que as outras formações avistadas na superfície de Marte po­diam igualmente ser obra de seres inteligentes.
Fiquei especialmente intrigado com a afirmação de Hoagland e seu colega, Thomas Rautenberg, um especialista em computação que li nos relatórios da conferência, de que a orientação do "Rosto", bem como da principal pirâmide, indicava que eles tinham sido construídos há cerca de 500 mil anos em alinhamento com o pôr-do-sol na época do solstício em Marte. Quando os dois vieram me procurar para comentar suas provas fotográficas, fiz-lhes ver que segundo minhas conclusões em O 12º. Planeta, os Anunnaki/Nefilim desceram pela primeira vez na Terra há 450 mil anos e que talvez não fosse obra do acaso suas datas coincidirem com as minhas. Embora Hoagland tenha se mostrado um tanto cauteloso em concordar comigo, ele dedicou muitas páginas de seu livro, The Monuments of Mars, às minhas pesquisas e aos textos su­mérios que tratam dos Anunnaki.
A publicidade em torno das descobertas de DiPietro, Molenaar e Hoa­gland forçou a NASA a se pronunciar sobre o assunto e ela insistiu em afirmar que eles estavam errados. Num gesto incomum, o Centro Na­cional de Vôos Espaciais em Greenbelt, no Estado de Maryland, que fornece ao público cópias de fotos e dados da NASA, passou a anexar às fotos do "Rosto" comunicados refutando as interpretações não orto­doxas das imagens. Entre eles está um informe de três páginas escrito por Paul Butterworth, o planetólogo residente do Centro, datado de 6 de junho de 1987, onde ele afirma que "não existe motivo para se acre­ditar que essa montanha em especial, tão similar a dezenas de milhares de outras do planeta, não seja resultado de processos geológicos que produziram todos os outros acidentes geográficos de Marte... Devido à existência de uma imensa quantidade de montanhas naquele planeta, não é de admirar que algumas delas nos façam lembrar objetos conhe­cidos e nada nos é mais familiar do que o rosto humano. Ainda estou esperando encontrar a 'Mão de Marte' e o 'Pé de Marte'!”
Ora, não existir motivo para acreditar que a formação não é natural não pode ser considerado um argumento factual para contestar a opi­nião oposta, cujos proponentes afirmam que têm motivo para crer que as formações são artificiais. Ainda assim, é verdade que na Terra há muitos morros, montanhas e outros acidentes geográficos que dão a im­pressão de serem esculturas de animais ou pessoas, embora não pas­sem de formações da natureza. Esse poderia até ser um argumento vá­lido para explicar as "pirâmides" no platô ou a "Cidade Inca". O "Ros­to", porém, e algumas formações perto dele, em especial as com lados retos, continuam sendo um enigma desafiador.
Um estudo muito interessante feito por Mark J. Carlotto, um cientis­ta especializado em óptica, foi publicado no número de maio de 1988 da prestigiosa revista Applied Optics. Usando técnicas de computação gráfica, ele usou quatro quadros de imagens da NASA tiradas pelo orbiters da Viking com diferentes câmeras em quatro passagens orbitais para recriar uma representação tridimensional do "Rosto". O estudo fornecia informações detalhadas sobre os complexos procedimentos óp­ticos e fórmulas matemáticas para a análise em três dimensões, e a con­clusão do autor foi que o "Rosto" era mesmo uma face humana com simetria bilateral, estando o outro olho escondido pela sombra e "a ele­gante estrutura da boca sugerindo a presença de dentes". Segundo ele, essas formações eram realmente "traços faciais" e não um "fenômeno passageiro" ou uma impressão causada por um jogo de luz e sombra. "Embora os dados enviados pela Viking não possuam resolução sufi­ciente para permitir a identificação dos possíveis mecanismos de ori­gem desses objetos, os resultados obtidos até hoje sugerem que talvez eles não sejam naturais”.
A Applied Optics considerou o artigo bastante importante para fazer dele a matéria de capa. A revista científica New Scientist dedicou várias páginas ao trabalho e seu autor, e concordou com a sugestão de Carlot­to dizendo que, "no mínimo, esses enigmáticos objetos" - o "Rosto” - e as formações piramidais que alguns apelidaram de "A Cidade" - "merecem um melhor escrutínio das futuras sondas marcianas, tal co­mo a missão Phobos soviética, de 1988, ou a Observer, dos Estados Unidos".
O fato de a imprensa controlada da URSS ter publicado vários arti­gos de Vladimir Avinsky, famoso pesquisador das áreas de geologia e mineralogia, que apóia e teoria sobre a origem não natural dos monu­mentos, sem dúvida nos fornecem indicações sobre o ponto de vista das organizações aeroespaciais soviéticas sobre o assunto. Devo salientar aqui duas afirmações do Dr. Avinsky. Ele sugere (tanto em artigos publica­dos como em trabalhos apresentados em caráter particular) que quanto ao tamanho colossal das formações marcianas, deve-se ter em mente que devido à baixa gravidade do planeta um homem nele colocado seria ca­paz de executar tarefas gigantescas. O Dr. Avinsky também atribui uma grande importância ao círculo escuro que se vê claramente na área pla­na entre o "Rosto" e as pirâmides. Enquanto os cientistas da NASA o qualificaram de "um pingo de água na lente da Viking", Avinsky o considera "o centro de toda a composição" do "complexo marciano" e seu arranjo.
A não ser que se parta da hipótese de que há dezenas de milhares de anos ou até 500 mil anos os terráqueos tinham uma avançada civili­zação e tecnologia sofisticada que lhes permitiam envolver-se em via­gens espaciais e chegarem a Marte, e, entre outras coisas, construírem monumentos como o "Rosto", só nos restam duas alternativas lógicas para explicar os indícios que temos. A primeira, é que houve em Marte seres inteligentes que, além de serem capazes de executar obras megalíticas, também eram muito parecidos conosco. No entanto, a ausência até mesmo de microorganismos no solo do planeta e qualquer vestígio de uma antiga vida vegetal ou animal que, entre outras coisas, fornece­ria sustento aos marcianos com aspecto físico igual ao nosso, a idéia da existência de uma população como a encontrada na Terra e capaz de copiar formas estruturais terrestres parece extremamente improvável.
Resta então uma única alternativa plausível: seres nem de Marte nem da Terra, capazes de fazer viagens espaciais há cerca de 500 mil anos, vieram ao nosso sistema solar e aqui permaneceram por algum tempo, pois deixaram para trás monumentos de demorada construção. Os úni­cos seres desse tipo de que se tem notícia - tanto pelos textos sumérios como por todas as mitologias antigas - são os Anunnaki de Nibiru. Sabemos qual era seu aspecto físico - igual ao nosso, pois eles nos fi­zeram "a sua imagem e semelhança", para citar o Gênesis.
Os rostos dos Anunnaki aparecem em inúmeros desenhos e monu­mentos da Antiguidade, como a famosa Esfinge de Gizé. Se­gundo as inscrições egípcias, o rosto retratado nela é o de Hor-em-Akhet, o "Deus-Falcão do Horizonte", um dos epítetos de Rá, um filho de Enki, que podia voar ao confins dos céus em seu Barco Celestial.
A Esfinge foi orientada de modo que seu olhar estivesse precisamen­te alinhado com o paralelo 30 e voltado para o espaçoporto dos Anun­naki na península do Sinai. Os antigos textos atribuíam a ela funções de comunicação (e falava da existência de câmaras subterrâneas).

Uma mensagem é enviada do céu,
ela é ouvida em Heliópolis e repetida em Mênfis
pelo Belo de Rosto.
Ela é parte de um despacho escrito pela mão de Thot
a respeito da cidade de Amen...
Os deuses estão agindo segundo as ordens.

A referência ao papel de transmissor de mensagens do Belo de Rosto - a Esfinge de Gizé - levanta a questão sobre qual seria o propósito do "Rosto" de Marte, pois, se ele foi mesmo obra de seres inteligentes, por definição estes não gastariam tempo e esforço para construí-lo sem um motivo lógico. Seria, como sugere o texto egípcio, enviar “uma men­sagem do céu" para a Esfinge na Terra, uma "ordem" que os deuses acataram por ter vindo de um "Rosto" para outro Belo de Rosto?
Se era esse mesmo o propósito do "Rosto" de Marte, então seria na­tural esperar a presença de pirâmides por perto, como se vê em Gizé. Lá três excepcionais e singulares pirâmides, uma pequena e duas colossais, elevam-se em simetria umas com as outras e com a Esfinge. É, portanto, muito interessante o Dr. Avinsky ter discernido três verda­deiras pirâmides na área adjacente ao "Rosto" em Marte.
Como as amplas evidências apresentadas nos meus livros da série "Crônicas da Terra" indicam, as pirâmides de Gizé não foram obra de faraós, mas construções feitas pelos Anunnaki. Antes do dilúvio seu espaçoporto ficava na Mesopotâmia, em Sippar ("A Cidade dos Pássa­ros"). Depois que o dilúvio varreu a Terra, um novo espaçoporto foi construído na península do Sinai e foi preciso erigir duas montanhas artificiais, as duas grandes pirâmides de Gizé, para servirem como um dos marcos do início do Corredor de Aterrissagem cujo ápice ficava no monte Ararat, o acidente geográfico mais visível do Oriente Médio. Se essa também seria a função das pirâmides da área de Cydonia, em Marte, alguma correlação com o acidente geográfico mais notável daquele planeta na região, o monte Olimpo, poderá acabar sendo encontrada.
Quando o principal centro de mineração de ouro dos Anunnaki pas­sou a ser o situado nos Andes, e não mais o da África, o centro meta­lúrgico ficou localizado nas margens do lago Titicaca, na área onde atual­mente estão as minas de Tiahuanaco e Puma- Punku. As principais es­truturas de Tiahuanaco, ligadas ao lago por meio de canais era a "pi­râmide" que tem o nome de Akapana, uma grande estrutura em forma de monte construída para processar minérios, e o Kalasasaya, uma es­trutura quadrada e "oca", que servia para propósitos astro­nômicos e cuja orientação estava alinhada com os solstícios. Puma-Punku ficava situada bem na margem do lago e suas principais estruturas eram "recintos do ouro", construídos com imensos blocos de pedra e situa­dos ao longo de uma série de ancoradouros em ziguezague.
Anteriormente falei sobre outras formações singulares fotografadas pe­las câmeras da Viking na superfície de Marte. Entre elas, duas me parecem decididamente artificiais - e ambas parecem imitar estruturas en­contradas nas margens do lago Titicaca, nos Andes. Uma delas, semelhante ao Kalasasaya é a primeira formação a leste do "Rosto", um pouco ao norte do misterioso círculo escuro. Como indica uma ampliação dessa área, a parte sul que ainda permanece em pé consiste de duas muralhas distintas, perfeitamente retas, que se encontram num ângulo que parece agudo devido ao ângulo da fotogra­fia, mas que de fato é perfeitamente reto. A estrutura - que não pode­ria ser natural por mais que se tente forçar a imaginação - dá a im­pressão de ter sido destruída em sua parte norte por uma enorme pe­dra que caiu sobre ela em decorrência de uma catástrofe qual­quer.
A outra coisa que não pode ser produto da erosão natural é avistada diretamente ao sul do "Rosto", uma área de formações caóticas, algu­mas delas com lados impressionantemente retos. Separado do "Rosto" pelo que poderia ter sido um canal ou uma extensão de água natural - a opinião geral é que a área fica na margem de um antigo mar ou lago - o lado da formação que dá para ele não é reto, mas apresenta uma série de "recortes como os dentes de uma serra". Devemos ter em mente que todas essas fotos foram tiradas de uma alti­tude de cerca de 2 mil quilômetros. Então, o que observamos nelas po­de bem ter sido uma sucessão de grandes ancoradouros - exatamente como os encontrados em Puma- Punku.
As duas formações, que não podem ser explicadas por um jogo de luz e sombra, têm, assim, similaridades com as edificações encontra­das nas margens do lago Titicaca. Desse modo, elas não somente res­paldam minha teoria de que são restos de estruturas erigidas pelos mes­mos visitantes do espaço que vieram à Terra - os Anunnaki - como também oferecem uma hipótese para explicar seu propósito e possível função. Essa conclusão é ainda mais fortalecida pelas formações que podem ser vistas na área de Utopia: uma estrutura pentagonal (quadro NASA 086-A-07, ampliado) e uma "pista", perto do que alguns afir­mam ser indícios de mineração (quadro NASA 086-A-08).
Os espaçoportos dos Anunnaki na Terra, a julgar pelos registros su­mérios e egípcios, consistiam num Centro de Controle da Missão, Ra­diofaróis de Aproximação, um silo subterrâneo e uma planície cuja superfície plana natural servia como pista de decolagem e aterrissagem. O Centro de Controle e os Radiofaróis de Aproximação situavam-se a alguma distância do espaçoporto propriamente dito, onde ficava a pis­ta. Quando o espaçoporto foi reconstruído na península do Sinai, o Cen­tro de Controle da Missão passou a ser em Jerusalém e um dos Radio­faróis de Aproximação ficava em Gizé, no Egito. (O silo subterrâneo da península do Sinai está retratado em desenhos encontrados em tum­bas egípcias e foi destruído por armas nucleares em 2024 a.C.). Nos Andes, as linhas de Nazca, acredi­to, representam provas visuais do uso daquela planície árida e lisa co­mo pista para a aterrissagem e decolagem de ônibus espaciais. O inexplicável cruzamento das linhas na superfície de Marte, as chamadas "pis­tas", pode talvez ser um indício similar.
Existem também o que parecem ser pistas de verdade na superfície marciana. Do alto elas dão a impressão de serem marcas feitas com um estilete num linóleo de assoalho, sendo “arranhões" mais ou menos re­tos. Essas marcas têm sido explicadas como acidentes geológicos, fen­das naturais na superfície do planeta. Todavia, como se pode ver no quadro NASA 651-A-06, as "fendas", ou pistas, pare­cem sair de uma estrutura elevada, com forma geométrica de lados re­tos e o que poderiam ser ancoradouros em ziguezague de um lado ­estrutura esta agora praticamente soterrada por tempestades de areia ­para as margens do que antes evidentemente era um lago. Outras fotos aéreas mostram algumas pistas numa escarpa acima do gran­de cânion no Valles Marineris, perto do equador marciano. Essas linhas não apenas seguem os contornos do terreno como também se cru­zam num desenho que dificilmente poderia ser considerado natural.
Já foi dito que se uma nave espacial alienígena quisesse procurar si­nais de vida na Terra em áreas não populosas, o que denunciaria a pre­sença de habitantes em nosso planeta seriam as "marcas" que chamamos de "estradas" e os padrões retilíneos das regiões cultivadas. A pró­pria NASA forneceu indícios do que poderiam ser sinais de uma ativi­dade agrícola em Marte. O quadro 52-A-35 mostra uma série de sulcos paralelos que lembra uma área de cultivo em terraços - como as encontradas nas altas montanhas do Vale Sagrado do Peru. A legenda da foto escrita pelo Centro de Imprensa da NASA em Pasa­dena, na Califórnia, por ocasião de sua liberação ao público em 18 de agosto de 1976, dizia:

Marcas geométricas peculiares e tão regulares que parecem quase ar­tificiais podem ser vistas nesta fotos da superfície de Marte tiradas pelo orbiter da Viking 1 em 12 de agosto, de uma distância de 2.073 quilô­metros. Essas marcas, que seguem os contornos do terreno, ficam nu­ma depressão ou bacia pouco profunda, possivelmente formada por ero­são causada pelo vento. As marcas - que ocupam uma extensão de 1 quilômetro entre os dois picos adjacentes - são elevações baixas e va­les, e podem estar relacionadas com os mesmo processos de erosão.
Os contornos paralelos se assemelham muito com uma vista aérea de áreas com solo arado.

A similaridade da formação com um "campo de cultivo depois de arado" foi notada assim que se recebeu a foto, e o comentário de Mi­chael Carr, o chefe da equipe de imagens, foi: "Estamos conseguindo umas coisas estranhas, é tudo muito intrigante... é difícil se pensar nu­ma causa natural porque as trilhas são regulares demais". A localização delas não deveria nos surpreender: a região de Cydonia, onde ficam o "Rosto" e as outras formações enigmáticas.
Na região Elysium, onde alguns discernem as pirâmides de três la­dos, foram avistadas formações que parecem uma área com irrigação artificial. Os estudos científicos explicaram essas forma­ções, que alguns chamam de "padrão waffle" como "depósitos de água de degelo com canais de drenagem naturais", resultado de interações entre a atividade vulcânica e o gelo. Por outro lado, as formações são muito parecidas com indícios recentemente descobertos sobre as práti­cas agriculturais de antigas civilizações da América Central e América do Sul. Elas obtinham grandes colheitas em regiões com pouca chuva, mas com recursos substanciais de águas subterrâneas plantando em "ilhas" cercadas por canais de irrigação. Se não existissem tantas ou­tras formações enigmáticas na superfície de Marte, as complexas expli­cações sobre os processos naturais que possivelmente teriam causado o "padrão waffle" até poderiam ser aceitas. Porém, com tantas evidên­cias, existe base para se preferir ver nessas formações mais provas de atividades dentro dos moldes humanos no planeta Marte.
Como os Anunnaki contavam os planetas de nosso sistema solar de fora para dentro, para eles Marte era o sexto planeta e os sumérios o representavam de acordo, usando como seu símbolo uma estrela de seis pontas. (Para a Terra, o sétimo planeta, eles usavam uma estrela de sete pontas ou apenas sete pontinhos.) Utilizando esses símbolos como pis­tas, podemos agora nos dedicar ao exame de uma surpreendente figura suméria encontrada num selo cilíndrico. Ela mostra uma na­ve espacial com seus painéis solares e antenas estendidos, passando en­tre o sexto e sétimo planetas, isto é, entre a Terra e Marte. (Vemos que o símbolo de sete pontinhos está acompanhado pelo crescente, o sím­bolo da Lua.) Um Anunnaki alado segurando um instrumento (modo de representar os membros do corpo de astronautas), saúda um colega que obviamente está em Marte e usa um capacete ao qual estão conectados alguns equipamentos e que também segura um instrumento qual­quer. Eles parecem conversar, dizendo: "A nave espacial agora está in­do de Marte para a Terra". (O desenho de dois peixes sob a nave indica a casa zodiacal de Peixes).
Os arqueólogos descobriram muitas listas com nomes de planetas e estrelas em tábulas de argila dos sumérios, acadianos e babilônios. Co­mo de hábito, os nomes eram epítetos cujo significado transmitia infor­mações a respeito de pessoas ou objetos. Um dos epítetos para Marte era Simug, que quer dizer "ferreiro, o que funde metal", e honrava o deus Nergal, a quem o planeta era associado na época suméria. Filho de Enki, Nergal era o encarregado dos domínios africanos que incluíam as áreas de mineração de ouro. Marte também era chamado de UTU.KA.GAB.A, que significa "luz colocada no portão das águas", no­me que pode ser interpretado tanto como se referindo à posição do pla­neta em relação ao Cinturão de Asteróides que, segundo os textos astronômicos da Mesopotâmia, separava as Águas Superiores das Águas Inferiores, ou como a fonte de abastecimento de água que os astronau­tas necessitavam antes de enfrentarem a longa viagem para além dos mais inóspitos e perigosos planetas distantes, Saturno e Júpiter.
Mais interessantes ainda são as listas planetárias que relacionam os planetas na ordem em que os Anunnaki os encontrariam em sua via­gem espacial na direção da Terra. Marte também era chamado de MUL.APIN ("planeta onde se ajusta o curso correto"). É esse também o nome que ele tem numa impressionante tábula circular, que copiava nada mais nada menos do que um mapa da rota da viagem feita por Enlil, vindo do Nibiru para a Terra, mostrando graficamente uma "curva para a direita" em Marte.
O texto que mais esclarece o papel desempenhado por Marte, ou ins­talações nele construídas, nas viagens dos Anunnaki, é o que está nu­ma tábula assíria que descreve o festival de Akitu, evento emprestado das antigas tradições sumérias. Ele dá uma relação dos rituais e proce­dimentos simbólicos que deveriam ser seguidos durante os dez dias das cerimônias de Ano-Novo. Na Babilônia, a suprema deidade era Mar­duk, por ele ter conquistado a supremacia sobre os deuses primitivos. Essa transferência de supremacia foi a causa dos babilônios terem mu­dado o nome do "Planeta dos Deuses" - Nibiru em sumério - pas­sando a chamá-lo de Marduk.
As cerimônias do Akitu incluíam a reencenação das viagens feitas pe­los Anunnaki à Terra, feita por Marduk. A procissão religiosa seguia um caminho com várias estações simbolizando cada uma um planeta, e cada uma delas tinha um epíteto que expressava o papel por eles de­sempenhado, sua aparência ou características marcantes. A estação/pla­neta Marte era chamada de "o navio do viajante", e penso que isso sig­nifica que era nele que os astronautas e carga vindos de Nibiru eram transferidos para naves menores, nas quais eram trazidos à Terra (e vice-­versa). Essas idas e vindas a Marte não ocorriam a cada 3.600 anos (du­ração da órbita de Nibiru), mas dentro de uma programação mais fre­qüente. Ao aproximar-se da Terra, essas naves-transporte conectavam-­se com uma estação ou estações orbitais, que eram tripuladas pelos Igi­gi. A real aterrissagem e decolagem em nosso planeta era feita com na­ves bem menores, tipo ônibus espacial, que usavam como "pistas" pla­nícies naturais e alçavam vôo como aviões até conseguirem a potência necessária para subirem verticalmente.
Os cientistas que estão fazendo o planejamento para futuras viagens espaciais da humanidade prevêem quase a mesma seqüência de dife­rentes veículos para superar as restrições causadas pela gravidade da Terra, fazendo uso das estações orbitais e da menor gravidade da Lua e Marte. Novamente a ciência moderna está se aproximando do antigo conhecimento.
Marte, em alguma época de seu passado, abrigou uma estação espacial.
E mais, existem indícios que nos sugerem que essa antiga base foi rea­tivada - em nosso tempo, nestes nossos dias.


UM DESENHO QUE CHAMOU ATENÇÃO

Quando Huy, um vice-rei egípcio, morreu, sua tumba foi ornamenta­da com cenas de sua vida e de seu trabalho como governador da Núbia e do Sinai durante o reinado do famoso faraó Tutancâmon. Entre esses desenhos está o de um foguete espacial com o corpo dentro de um silo subterrâneo e seu ápice, o módulo do comando cônico, situado ao nível do solo, entre palmeiras e girafas.
O desenho, reproduzido em O 12º. Planeta ao lado de um pictograma sumério que designava os Anunnaki - uma nave espacial -, chamou a atenção de Stuart W. Greenwood, um engenheiro aeroespacial que na época fazia pesquisas para a NASA. Escrevendo na Ancient Skies (julho-­agosto de 1977), publicação da Sociedade dos Astronautas da Antigui­dade, ele relatou ter encontrado nos desenhos certos aspectos que indi­cam o conhecimento de uma tecnologia sofisticada e salientou em parti­cular quatro "características altamente sugestivas": (1) a "seção trans­versal do aerofólio em torno da base do foguete", que parece adequada para "as paredes de um duto usado para o desenvolvimento do empu­xo"; (2) a parte superior do foguete ao nível do solo, "que nos faz lem­brar de uma cápsula Gemini até mesmo na existência de escotilhas; (3) a extremidade rombuda e chamuscada da cápsula, como se tivesse sido queimada na reentrada na atmosfera; e (4) o espigão incomum no alto do corpo do foguete, parecido com os testados sem sucesso pela NASA com o objetivo de reduzir a resistência do arrasto da cápsula. No dese­nho ele dá a impressão de ser retrátil, o que poderia resolver o problema de seu superaquecimento, que a NASA não conseguiu superar.
Greenwood estimou que "se as localizações relativas da cabeça e cor­po do foguete mostradas no desenho são as mesmas que existiam na ope­ração dentro da atmosfera terrestre, a onda de choque inclinada, causa­da pelo empuxo e saindo da ponta do nariz do foguete, tocaria o "lábio" do duto a uma velocidade de Mach-3, ou seja, três vezes a velocidade do som.

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